Ogunda Kete representa a união dos Odu maiores Ogunda e Irete. Neste Ifá, revela-se a importância da paciência como veículo para a boa sorte. Aconselha-se não se precipitar; tudo de bom chegará no devido tempo. É crucial oferecer sacrifícios à deusa da riqueza para garantir a chegada da prosperidade e do bem-estar.
Descrição geral do Odu de Ifa Ogunda Irete
No Odun Ogunda Irete (Ogunda Kete), nos deparamos com um signo de Ifá cheio de complexidades e advertências, que aborda desde as leis morais que regem a vida humana até aspectos específicos de saúde, comportamento e relações interpessoais. Este signo, como espelho da vida, reflete as dualidades e as consequências de nossas escolhas, tanto espirituais quanto terrenas.
Nomes ou Apelidos
- Ogunda Irete.
- Ogunda Kete.
- Ogunda Rete.
O que nasce no Odu de Ifá Ogunda Kete?
- Que as mulheres filhas de Eleguá tenham um quadril mais alto que o outro.
- Oferecer porco a Ogún.
- Oferecer pavão (Agbeyami) a Oxum.
- A cerimônia do Fifeto.
- O segredo de Zomadomu.
- A cerimônia de selamento do ânus (oriolo).
- A separação religiosa.
Do que fala o signo Ogunda Kete?
- Falam as leis morais que regem a vida do ser humano.
- Fala o poder de Ori.
- Orúnmila ficou cego e Ogún enegreceu o céu.
- Fala da terra vermelha e da terra preta.
- A desconfiança em relação aos Babalawos.
- Fala da mariposa tipo bruxa.
- Fala da falta de firmeza de caráter.
O signo Ogunda Kete aponta:
- Ogún era o barbeiro de Olofin.
- Abandona-se o bom pelo mau.
- Fala da união entre marido e mulher, assim como entre pessoas afeminadas e lésbicas.
- Encontrou-se Ogún realizando uma rogação em sua cabeça.
- Ogún e Oshosi caminhavam juntos.
Também pode lhe interessar: Oddun de Ifa Ogunda Masa
Análise e Interpretação do Signo Ogunda Kete:
Ogunda Irete é um odun que se destaca pelo seu chamado à moralidade e ao comportamento ético na vida. Nos adverte sobre as tentações e os desvios que podem nos afastar de nosso caminho espiritual e terreno. Este signo fala do cuidado nas interações humanas, da importância da justiça e do respeito pelos outros, assim como da necessidade de manter um equilíbrio entre o espiritual e o material.
Aspectos Econômicos
Economicamente, Ogunda Irete sugere cautela nas transações e relações de negócio. A advertência de não levantar a mão a ninguém e evitar comportamentos que possam levar a conflitos legais sublinha a importância da integridade e da honestidade em todos os assuntos financeiros. Este odun aconselha contra o roubo ou a desonestidade, já que tais ações podem levar à perda da sorte e da prosperidade.
Saúde
Em questões de saúde, este signo nos adverte sobre os perigos do consumo excessivo de álcool e os problemas de saúde relacionados ao estresse e às más decisões. A menção das mulheres filhas de Eleguá com um quadril mais alto que o outro pode ser interpretada metaforicamente como a necessidade de encontrar equilíbrio e harmonia em nossa saúde física e espiritual.
Aspectos Religiosos
Ogunda Irete é um chamado à reflexão sobre nossas ações e seu impacto em nosso entorno espiritual. Nos lembra a importância de atender aos nossos ancestrais (Egun) e a necessidade de manter uma conduta moral irrepreensível para evitar cair em desgraça espiritual. Este odun sublinha a relevância da cerimônia e do sacrifício adequado para manter a conexão com o divino e assegurar a proteção e a guia espiritual.
Relações Pessoais
No amor e nas relações pessoais, este odun nos fala da complexidade dos laços afetivos e das consequências de nossas escolhas. A advertência sobre as relações extraconjugais e o comportamento desonesto no amor aponta a importância da fidelidade e do respeito mútuo. Ogunda Irete nos ensina que o amor verdadeiro requer sacrifício, honestidade e um compromisso inabalável com nosso parceiro.
Ogunda Irete, com suas múltiplas camadas de significado, nos convida a uma profunda introspecção sobre nossa conduta, nossas relações e nossa saúde. Nos adverte sobre as consequências de nos desviarmos do caminho da retidão e nos lembra a importância de manter um equilíbrio entre nossos desejos terrenos e nossas obrigações espirituais. Neste odun, a sabedoria de Ifá nos guia para um caminho de integridade, respeito e amor verdadeiro, assegurando assim o Ire em nossas vidas.
Recomendações do signo Ogunda Kete:
- Manter um Comportamento Ético: Agir sempre com integridade e justiça em todas as interações, evitando ações que possam levar a conflitos legais ou morais.
- Atender aos Ancestrais (Egun): Realizar as cerimônias e oferendas necessárias para manter uma relação harmoniosa com os ancestrais, assegurando sua proteção e guia.
- Cuidado com o Consumo de Álcool: Moderar o consumo de bebidas alcoólicas para evitar problemas de saúde e comportamentos que possam desviar de um caminho positivo.
- Praticar a Fidelidade e o Respeito no Amor: Fomentar relações amorosas baseadas no respeito mútuo, na honestidade e na fidelidade.
- Buscar o Equilíbrio Físico e Espiritual: Através de práticas saudáveis e do equilíbrio entre o material e o espiritual, buscar a harmonia na vida.
Proibições:
- Não Levantar a Mão a Ninguém: Evitar a violência física em todas as suas formas, já que pode trazer consequências legais graves e perda de harmonia espiritual.
- Evitar o Roubo e a Desonestidade: Estas ações não só prejudicam outros, mas também afastam a sorte e a proteção espiritual.
- Proibição da Sodomia: Este odun adverte sobre as práticas sexuais que vão contra as leis morais e espirituais estabelecidas.
- Não Descurar a Moral e as Leis Espirituais: A separação religiosa e o abandono das práticas espirituais podem levar à perdição.
- Cuidado com as Relações Extramatrimoniais: Estas ações podem destruir a harmonia do lar e levar a consequências negativas no âmbito pessoal e espiritual.
- Evitar o Comportamento Obstrutivo: Não ignorar os fracassos anteriores nem as advertências dos mais velhos, para não repetir erros.
- Proibido o Mal-agradecimento e a Traição: Estas ações destroem a confiança e o respeito, essenciais para manter relações saudáveis e uma comunidade espiritual forte.
Estas recomendações e proibições derivadas de Ogunda Irete enfatizam a importância de viver uma vida guiada por princípios éticos e espirituais sólidos, buscando sempre o bem-estar pessoal e comunitário.
Refrões do Signo de Ifa Ogunda Kete:
- Aquele que imita fracassa.
- Aquele que confia a outro seu segredo, torna-se seu escravo.
- Amigo íntimo, inimigo íntimo.
- A discrição é o maior valor de um homem.
- Iroko e tira maldição (ayo), será o estado contemplativo da velhice sem conhecer o mal.
O refrão “Amigo íntimo, inimigo íntimo” nos submerge na complexa trama das relações humanas, destacando uma verdade muitas vezes incômoda sobre a proximidade emocional e a confiança. Este refrão nos ensina que aqueles a quem permitimos se aproximar mais, e em quem depositamos nossa confiança mais profunda, possuem também o poder de nos ferir de maneira significativa. A intimidade acarreta o risco de se tornar vulnerabilidade, pois um amigo íntimo conhece nossos segredos, medos e fraquezas, os quais, em um revés desafortunado dos eventos, poderiam ser utilizados contra nós.
Código ético de Ifa do odu Ogunda Irete:
- O Awó se respeita para que o respeitem.
Entenda o papel de Oggun no panteão iorubá e como sua força e determinação podem ser fonte de inspiração.
Significado do Signo Ogunda Kete:
Este Ifá caracteriza-se pela presença da mariposa tipo bruxa, que busca a luz durante a noite. Acredita-se que esses insetos são portadores das más intenções de feiticeiros, preparados para confundir, incapacitar ou até mesmo matar uma pessoa. Awó Ogunda Kete coloca um pedaço de pau Iroko em cada mão de seu Ifá. Neste oddun, o Osanyin deve estar equipado com 7 adanes e o osso da cabeça de um veado, simbolizando proteção e força.
Este signo indica uma falta de firmeza de caráter e menciona mulheres que são causadoras de grandes conflitos, podendo levar à loucura. Introduz-se a cerimônia do Fifeto, realizada em honra a Toshe, a filha de Olokun, em respeito a seu pai, depois que Ogún a decapitou. Este Ifá também relata como Ogún, sendo barbeiro de Olofin, o abandonou para trabalhar no monte com Egun (quimbisa), acreditando que seria mais benéfico, pelo que Olofin o amaldiçoou, marcando o início da separação religiosa e o abandono do que é bom pela prenda de Palo ou quimbisa.
Destaca-se a importância de realizar missas na Igreja para as mães defuntas ou de cuidar delas em caso de doença para evitar sua morte. Awó Ogunda Kete deve proteger seu lar de feitiços mal-intencionados. Este Ifá fala de viagens e da desconsideração em relação aos Babalawos, assinalando que três deles podem perder a cabeça por sua obstinação e falta de respeito para com os mais velhos e outros Babalawos.
Ifá Kaferefun celebra Obatalá, Ogún, Orúnmila e a Mãe. Quando este Ifá, “Ogunda Irete”, aparece no Itá de awafakan ou ikofafun, deve-se preparar um omiero para banhar a pessoa, utilizando flores de romerillo e güira cimarrona, seguido de oferendas de um galo aos guerreiros e duas galinhas a Orúnmila.
Proíbe-se a Awó Ogunda Kete ter duas mulheres na mesma cidade ou bairro, já que isso poderia levá-lo à sua perdição. Deve ter dois cocos pintados de vermelho e branco junto ao seu Ifá, simbolizando Asheda e Akorda. O coco representando Asheda leva um gorro de quatro cores: branco, vermelho, amarelo e azul, com uma faixa adornada com contas de Orúnmila e Obatalá, reforçando a conexão espiritual e a proteção.
Tratado do Odu de Ifá Ogunda Irete:
O Awó Ogunda Kete, ao oferecer uma cabra parida ao seu Ifá, deve espalhar Iyefá rezado com seu Odu durante o sacrifício. Este Ifá é conhecido por abordar temas de vergonha, já que se concentra nas leis morais que regem a conduta humana. Por isso, aconselha-se a quem possui este Odu, sejam Awó Ogunda Irete ou pessoas com Ikofafun ou Awafakan, a exercer cautela em seu comportamento diário e nas interações com os demais.
Este Odu enfatiza a importância de guiar os jovens em um caminho moralmente reto e prestar especial atenção aos ancestrais (Egun). Destaca a aliança entre Ogún e Oshosi e adverte sobre os perigos do consumo excessivo de álcool. Menciona-se que as mulheres filhas de Elegbá podem apresentar um quadril mais alto que o outro, um traço distintivo que simboliza diferenças únicas entre os indivíduos.
Destaca-se a necessidade de precaução ao interagir com outros Awó deste Odu, já que existe o risco de perder a fortuna. No contexto feminino, narra-se a história de uma mulher cuja relação com seu esposo se fortalece através do apoio durante uma doença, embora enfrente desafios de fertilidade após uma operação.
Este Ifá também aborda a desordem no lar e na vida pessoal, sugerindo a realização de Ebó para purificar e proteger. A visão de um Egun em uma taça e a presença de três inimigos que buscam fazer mal são advertências para estar alerta, especialmente contra inimigos femininos, recomendando o uso de bonés brancos como proteção.
A criação de pombas sugere-se como meio para atrair a prosperidade e o amor, e recomenda-se refrescar Orúnmila com flores de romerillo e güira, acompanhado de oferendas de galinhas pretas, para purificar e abençoar a pessoa.
Este Odu menciona a importância de viver de maneira honesta e decorosa para evitar conflitos e calúnias, e aconselha uma dieta sem sal para aqueles com problemas renais, cardíacos ou de artrite. A saúde feminina recebe atenção particular, recomendando lavagens com ervas específicas e oferendas a Elegbá para combater a frigidez.
Curiosamente, este Ifá contempla a possibilidade de que uma mulher tenha dois maridos sob o mesmo teto, abrindo um diálogo sobre a complexidade das relações pessoais.
Diz Ifa Ogunda Kete (Irete):
Este é um Ifá marcado pela traição, ingratidão, derramamento de sangue e uma ambição sem limites. Nele, adverte-se que o indivíduo, em seu empenho para alcançar suas metas, pode chegar a cometer atos de grande vileza, perdendo a fé nos laços familiares como pais, irmãos e filhos.
Além disso, este Ifá aborda como as pessoas homossexuais possuem uma notável capacidade para assimilar os segredos da religião. No entanto, adverte que, eventualmente, todas as suas consagrações poderiam se converter em fonte de arayé (problemas) para eles mesmos.
Ifá anuncia que há boa fortuna tanto para você quanto para seu amigo, mas é essencial realizar um sacrifício. Se você é um sacerdote, é instado a visitar outros sacerdotes para enriquecer seu conhecimento e prática espiritual.
Também se assinala que, embora você esteja cercado de muitos inimigos, todos eles acabarão fracassando. Para se proteger e assegurar este desfecho, é necessário incluir um gongo entre os materiais para o sacrifício. A expiação deve ser preparada dentro do gongo, e é crucial tocar este instrumento a cada manhã, como um ato de limpeza e proteção.
Reza do signo Ogunda Irete:
OGUNDA KETE KUNIGUI AWO ORI ERA AKANARIGBO AWO ORA ASHI TENTERE
AWO OUN METATA NI SHONA IKU IFA ORUNMILA.
Suyere Oddun Ogunda Irete:
ALADO FUNI ONI LENI APUEPUE.
Ebboses (Obras) do Odu Ogunda Kete:
Rogação de Cabeça:
Para realizar a rogação de cabeça, são necessários os seguintes ingredientes: jutia defumada, manteiga de cacau, pão, pimenta da guiné, gengibre, várias pimentas e ervas. Com esses elementos, procede-se ao pé de uma árvore de Ceiba, onde se coleta raiz tanto do lado nascente quanto do poente. Utilizando essas raízes, realiza-se a rogação. Posteriormente, deve-se dormir durante 16 dias com um gorro branco posto na cabeça.
Obra de Ogunda Irete:
Para esta obra, coloca-se Obatalá em frente a Orúnmila, e diante deste último, colocam-se as cabeças do Inshe. Em seguida, sacrificar-se-ão duas pombas brancas em honra a Obatalá, acompanhando o ritual com o seguinte suyere: “ORI AWADA, ORI AWADA, OBATALÁ ORI LAYEO.”
Nota: Um desses Inshe reside sob o gorro do coco que simboliza Asheda, e o outro, sob o chapeuzinho de yarey do coco que representa Akorda. Dentro da representação de Obatalá, coloca-se um aro ajustado à medida da cabeça do Awó, o qual é forrado com contas dedicadas a Obatalá.
Pode lhe interessar: Tratado do Odu de Ifa Ogunda Meyi
Pataki do signo de Ifa Ogunda Kete:
Nascimento de Fifeto:
Neste caminho, vivia Ogún nas profundezas do monte, sob a maldição de seu pai Obatalá. Ele havia inventado a faca a partir de uma cana brava, até que um estrangeiro branco lhe presenteou um facão (adá) e uma faca (obé) de aço, ensinando-lhe também a técnica para converter o ferro em aço.
Ogún não tinha amigos, mas um dia, perto de sua casa, encontrou um vizinho chamado Konikuo, que criava seu pequeno filho órfão de dez anos. Em uma ocasião, Ogún convidou Konikuo para acompanhá-lo à praça, e eles aceitaram, levando consigo o menino e seu cachorrinho preto. A uma hora de caminhada, ouviram tambores batá e decidiram seguir o som até encontrar Yemajá em transe. Durante o ritual, Ogún, possuído pelo espírito de Edeyi, mordeu o cachorrinho, extraindo todo o seu sangue diante dos olhos do menino.
Quando Ogún recuperou a consciência, Konikuo, aflito, o repreendeu pelo ato, embora reconhecesse que foi involuntário. Tempos depois, em outra visita à praça, um incidente similar ocorreu, desta vez com Ogún ferindo Konikuo. Após esses eventos, Ogún, envergonhado, buscou o conselho de Orúnmila, que lhe revelou um Ifá que o eximia de culpa.
Mais tarde, Ogún anunciou sua intenção de casar-se com Toshe, a filha de Olokun, mas Orúnmila, conhecedor de segredos passados entre Toshe e ele, recusou-se a ser o padrinho. Durante outra cerimônia, Ogún, novamente possuído, decapitou Toshe. Em seu desespero, buscou refúgio e conselho em Orúnmila, que junto a ele, informou Olofin sobre o ocorrido.
Olofin decretou que Oggún não poderia usar a faca em cerimônias de Osha, sendo este privilégio reservado para Orúnmila e os Babalawos. Estabeleceu-se que em toda cerimônia se deveria honrar Toshe, e qualquer não Babalawo que usasse a faca em Osha seria amaldiçoado.
Explicação: Esta história nos ensina sobre as consequências imprevistas de nossos atos e a importância da responsabilidade no uso do poder e do conhecimento. Ogún, apesar de suas boas intenções e habilidades, é levado por impulsos incontroláveis que resultam em tragédia. O relato sublinha a importância da prudência, do respeito pelos rituais e pelas relações, e como nossas ações impactam não só em nossa vida, mas na comunidade. A intervenção de Olofin e a resolução final ressaltam a necessidade de estabelecer limites e honrar aqueles que prejudicamos, reconhecendo nossas falhas e buscando a redenção. Em última instância, a história nos lembra que devemos agir com consciência e respeito pelas tradições e pelos seres que nos rodeiam, aceitando as restrições impostas por nossas comunidades e divindades para manter o equilíbrio e a harmonia.
A Adaga Joia:
Na terra de TAKUA, um rei governava seus domínios com a esperança de que seu único filho herdasse e continuasse seu legado. Com o passar do tempo, o príncipe cresceu e tornou-se um homem ao qual, em demonstração de afeto e confiança, o rei presenteou com uma adaga adornada com pedras preciosas, um símbolo de hierarquia e uma obra-prima da joalheria. Além disso, entregou-lhe metade de seus domínios para que começasse a governá-los. No entanto, o príncipe, movido por sua ambição natural, concebeu um plano para se livrar de seu pai e apoderar-se de todos os territórios. Armou seu exército e, sob o pretexto de uma visita, aproximou-se de seu pai. O rei, desejando recebê-lo e honrá-lo, adiantou-se com seu séquito. Durante um passeio conjunto, e com o rei de costas, o príncipe viu a oportunidade perfeita para consumar seu plano e assassinou seu pai com a adaga presenteada, evidenciando sua desmedida ambição pelo poder. TO IBAN ESHU.
Explicação: Esta história nos adverte sobre os perigos da ambição desmedida e as consequências trágicas que o desejo de poder a qualquer custo pode ter. O príncipe, em seu afã por controlar todos os domínios, não só trai a confiança de seu pai, mas também rompe o vínculo sagrado entre pai e filho, demonstrando que a ânsia de poder pode corromper os valores mais fundamentais do ser humano. A história ressalta a importância da integridade, do respeito pelos laços familiares e da lealdade, valores que se perdem diante de atos impulsionados pela cobiça e pela ambição.
Ogunda Irete – Ifa Tradicional Nigeriano.
Ògún ló dáketè lójúu pópó
Ló sowó agada bééje bééje
A díá fún Àjànpondá
Tí wón ó mùú joba lóde Àkúré
‘Òun le nìkan joba lóde Àkúré’?
Wón ní kó rúbo
Wón láyé ó ye é
Àjànpondá joba lóde Àkúré
Ní wá n jó n ní n yò
Ní n yin àwon Babaláwo
Àwon Babaláwo n yin Ifá
Ó ni béè làwon Babaláwo tòún wí
Ògún ló dáketè lójúu pópó
Ló sowó agada bééje bééje
A díá fún Àjànpondá
Tí wón ó mùú joba lóde Àkúré
Babá joyè omoo ré je
A fi Àjànpondá joyè lóde Àkúré
Babá joyè omoo ré je.
Ifá diz que esta pessoa se tornará um chefe na terra. Se seu pai estiver vivo, Ifá diz que ele deve oferecer sacrifício ao Orí de seu pai. É seu pai que o levará às alturas. Se seu pai estiver morto, seu pai está em um bom lugar no céu.
Ògún coloca um chapéu de ráfia na rua
Ele está brandindo uma lâmina de metal elegantemente
Fez adivinhação para Àjànpondà
Aquele que se tornaria o Rei de Àkúré
Ele perguntou: ‘Minha linhagem seria a única a ascender ao trono do Rei de Àkúré?’
Eles o aconselharam a realizar sacrifício
Eles lhe disseram que sua vida o agradará
Àjànpondá então se tornou o Rei da cidade de Àkúré
Ele estava dançando e regozijando-se
Ele estava louvando seu Babaláwo
Seu Babaláwo estava louvando Ifá
Ele disse que foi exatamente como seu Babaláwo havia dito
Ògún coloca um chapéu de ráfia na rua
Ele está brandindo uma lâmina de metal elegantemente
Fez adivinhação para Àjànpondà
Aquele que se tornaria o Rei de Àkúré
O pai foi feito um Rei, o mesmo ocorreu com o filho
Nós instalamos Àjànpondá como o Rei de Àkúré
O pai ascende ao trono como fez o filho.
Também pode lhe interessar: Oddun de Ifa Ogbe Di
Eshu do Oddun de Ifá Ogunda Kete (Irete): Ibanla
Este Eshu é confeccionado a partir de três lajes de añakí.
Carga: Incorpora três cargas, cada uma composta por: 1 centavo, 1 pimenta da guiné, 1 grão de milho e uma agulha (consagrada com seu segredo). Além disso, inclui erva-garra, pinhão africano, uma bonequinha, eru, obi, kolá, osun naború e obi motiwao.
As pedras são unidas utilizando cimento, assegurando que as pontas fiquem separadas. A esta estrutura adicionam-se três lâminas e três penas de papagaio, completando assim a criação de Eshu Ibanla.

Apaixonada pela cultura Yorubá e Bantu. Minha jornada é dedicada à exploração da espiritualidade ancestral, mergulhando nas ricas tradições dos Orixás e na sabedoria que conecta nosso passado ao presente. O Templo Lukumi é meu espaço para compartilhar insights sobre mitologia, rituais e a influência contínua dessas tradições em nossa vida moderna.